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GIMO REMANE MENDES nasceu em Mossuril na província de Nampula, mas viveu na Ilha de Moçambique onde cresceu influenciado pela diversidade musical fruto de um cruzamento de culturas dos vários povos que durante séculos passaram por aquelas terras. Gimo R. Mendes, viveu e cresceu num ambiente de riqueza cultural, de história e de beleza natural. Muito cedo mostrou os seus dotes musicais tocando e trabalhando com grupos culturais dos bairros da Ilha e, desde 1974, embalado pelos ventos da revolução moçambicana, começou a compor músicas na sua língua materna. Gimo foi um dos primeiros músicos moçambicanos a compor e cantar músicas em macua para o público. Músico convicto e determinado fundou em 1985, na companhia de Salvador Maurício e outros músicos daquela parte de Moçambique o conhecido grupo EYUPHURO. Inspirando-se nos diferentes rítmos e instrumentos tradicionais da Ilha de Moçambique, Eyophuro marcou a música moçambicana com um estilo único na música ligeira moçambicana. Falar do Gimo Mendes é, para mim, falar da música e da cultura moçambicana. A residir actualmente na Dinamarca onde prossegue a sua carreira de músico e artista, Gimo Mendes não para de surpreender a mim como moçambicano e apreciador da boa música. Depois de produzir e lançar “A Luz”, seu primeiro e belíssimo album a solo, provou ser um músico de mão cheia. Em 2007, foi galardoado com o prémio “Danish World Awards 2007” na categoria de melhor música do ano 2007 com o número “500 anos”, um trofeu que veio premiar um trabalho que só Gimo sabe fazer e que prestigia a música moçambicana além fronteiras. Como artista, criativo e pensador surpreendeu-me, mais uma vez, ao fundar a associação “Artists Take Action” (ATA), uma associação de carácter cultural e humanitário onde Gimo Mendes procura juntar músicos, jornalistas e outras entidades do mundo da arte e cultura dinamarquesa para interagir com artistas moçambicanos. A “ATA” funciona assim como uma incubadora de ideias diversas para depois traduzí-las em projectos de desenvolvimento e de combate a pobreza absoluta em Moçambique. Gimo Remane Mendes é o artista que sabe conjugar as oportunidades que lhe são oferecidas pelo país de acolhimento (Dinamarca) e as potencialidades do seu pais de origem (Moçambique) e que juntando moçambicanos e dinamarqueses debaixo da ATA, espalha o orgulho de ser moçambicano na diáspora. Aspirine Katawala . MÚSICA - Faz-se muita música preguiçosa em Moçambique Gimo Remane, radicado na Dinamarca, é pela valorização de ritmos nacionais
REPUBLICA DE MOÇAMBIQUE CARTA ABONATORIA A Polftica Cultural e Estratégias de sua implementaÇão estimula a participaÇão da sociedade civil na promoÇão cultural, criaÇão de innfra/estruturas para esse fim, apoio, organizaÇão e financiamento de programas culturais, bem como fazer das artes e cultura um instrumento de promoÇão do bem-estar e desenvolvimento económico e social. As iniciativas de colecta de apoios e de investimentos para a área da cultura e outras de âmbito social, enquadram-se neste contexto. Deste modo, e para efeitos de contactos com as diferentes entidades nacionais e internacionais interessadas, serve a presente enaltecer e abonar em favor do senhor Abdul Remane Antonio Mendes (ou simplesmente Gimo Mendes), no seu programa de angariaÇão de recursos em prol das artes, cultura e da sociedade em MoÇambique. Maputo, 24 de Maio de 2007. Av. 24 de Julho n° 167 - 14° Andar. - Te!' 21.490268 - Caixa Postal n° 34. drosario(a)mec.gov.mz MAPUTO
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